quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segredo é negociar burros... (recebi por e-mail)

 
 
 
Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada.

O homem comprou centenas de burros a R$10,00 e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.

Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca.

A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los.

O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! E como iria à cidade grande, deixou seu Assistente cuidando da compra dos burros.

Na ausência do homem, o assistente então propôs aos aldeões:

- Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada! E quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada!

Os aldeões ficaram felizes com tal possibilidade e pegaram todas as suas economias e compraram todos os burros do Assistente.

Os dias se passaram. E eles nunca mais viram nem o homem nem o seu Assistente. Somente burros por todos os lados...

(Vide abaixo)



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Entenderam agora "como funciona" o mercado de ações?!?

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Brasil não é regido pela Bíblia!




"É importante que as autoridades do governo tentem colocar em perspectiva a ação política de grupos religiosos no Brasil. O Estado brasileiro é laico e deve comportar-se como tal. Em mais de uma instância, minorias sociais têm visto seus direitos individuais virarem moeda de troca. Tolerar a intolerância pode render votos, mas não é uma forma justa de governar."

ALEXANDRE VIDAL PORTO - advogado

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sobre iletrados e preconceito.



Dois acontecimentos recentes me fizeram fazer um reflexão a respeito de um tipo de patrulhamento que acontece nas redes sociais, surgiram agora os politicamente ortográficos, gramáticos de casaca (e chatos de galocha), pessoas tendo um ataque apoplético, quando veem a palavra nu acentuada. Um camarada se deu ao trabalho, de fazer um comentário em meu blogue chamando as pessoas que fizeram um cartaz de “iletradas” porque nu estava acentuado com o acento agudo, (nú), ora além da má educação e da grosseria, quanta importância assim tem um vestígio de usos da língua anteriores ao acordo ortográfico. Nestas horas sinto a falta do acento agudo em outro monossílabo terminado em u.

Noutra feita, um sujeito fez um escândalo de bode, por conta do posicionamento de um pronome, como se quem fez o quadro divulgado no Facebook, tivesse chutado uma vaca em Dheli, venhamos e convenhamos, vacas sagradas e certezas absolutas já perderam á muito tempo o caráter de coisa santa e sacramentada.

Pois gostaria de colocar meu manifesto repúdio a estas pessoas e principalmente às suas atitudes, não que não creia que os erros não devam ser apontados, normal, desde feito com educação e urbanidade, com o intuito de acrescentar, e não chamar a atenção sobre si; o que irrita é a profunda grosseria com que estes tem se manifestado, passando por cima dos conceitos apresentados e brochando discussões bacanas em torno do assunto, como se um acento agudo fosse mais importante do que discutir a ação de censura nos multimeios, como se a ameaça real de um controle da Internet fosse menos importante que o uso adequado da língua, com em um dos exemplos.

O pior de tudo, é quando temos consciência das raízes deste purismo linguístico e gramatical, de acordo com o professor Marcos Bagno, preconceito, com o qual concordo perfeitamente. É uma visão elitista, de pessoas que não se conformam em ter de ocupar o mesmo espaço com os “incultos”,  vestígios de uma sociedade de raiz escravista,  dividir pessoas pelo seu conhecimento formal, e principalmente pela forma como usa a língua, é também ambicionar a existência de castas. Inculto no Brasil, muitas vezes significa, pobre, negro, subalterno, inferior.

Fui abençoado com um grave déficit de atenção, ou TDA clinicamente, o que praticamente me impede de observar pequenos detalhes, que quase sempre passam em branco, acabo sempre me concentrando no todo. Tenho problemas com dislexia e disgrafia, muito do que escrevo, tem de ser revisado, uma vez que mudanças das palavras em sua ordem nas frases são muito comuns. Pelo certo não deveria ter aprendido a ler, minha sagrada experiência com o mundo,  nem de escrever poesia, que cada dia percebo não ter sido uma escolha, no entanto faço. Além do que, como escolhi o caminho da poesia, descobri assim como o Manoel de Barros bem antes de mim, que a poesia anda pelos descaminhos, pelas impropriedades, ao sabor do acaso, graça nas imperfeições, aos escritores é dado a liberdade e a obrigação de romper com os tratados, com os ritos sumários, com o decoro das regras,  desaprender a língua, moldá-la nos desvios e nos acasos.

Os chatos que criem o chatoface, onde além de censurar os nus, poderão expurgar os erros de português e digitação, e que para entrar terá de passar por uma sabatina.

Aos puristas da língua, para não dizer outra coisa, falo, vão tratar suas neuroses, e deixem as pessoas que estão aqui no mundo para se divertir em paz.

terça-feira, 20 de março de 2012

Moedeiros falsos





Dilema eleitoral.

por Edson Bueno de Camargo, sexta, 16 de Março de 2012 às 14:22 ·

Pela primeira vez em minha vida não sei em quem votar e uma eleição municipal. Pela primeira vez não estou envolvido em uma campanha, não tenho uma relação pessoal e afetiva com um candidato. O PT ao menos em minha cidade, Mauá - SP, não representa uma esquerda real, não representa as minhas necessidades em relação a minha cidade. Não se distingue das outras candidaturas personalistas, populistas e casuístas.  Acredito que vou seguir minhas raízes anarquistas e votar em branco ou no Psol, pela semelhança que esta partido tem do PT primitivo, que evoca meus sonhos de juventude.

Para presidente está fácil, a condução da Dilma não é a que eu queria,  ou como diz a Nina Rizzi, "Dilma não é meu sonho, mas os demais são um pesadelo", e  no leque de opções, é a menos pior, dentro de uma visão progressista, ela tem feito um bom trabalho.

No aspecto da Cultura todos os governos deixam a desejar, não tem quem se salve. A Cultura nunca é prioridade para os governos.  Para mim existem questões sociais que não terão solução enquanto o sistema capitalista vigorar, não faço ideia de que poderá substituí-lo. Os governos são reféns, queiram ou não, das decisões dos conglomerados econômicos e financeiros.Hoje as ações de governos tendem a ser uniformes, e para mim o Brasil tem tido a independência possível das decisões.

O problema específico de Mauá, é que houve uma deformação do conceito de governo em função da manutenção do poder e de uma governabilidade débil. Virou um caldeirão de feijoada azeda, em que não consigo distinguir o que está bom e o que está podre. A Cultura é motivo de barganha política, não existem politicas culturais e tudo funciona ao sabor de relações interpessoais. As coisas acontecem aos sabor do acaso, os funcionários que trabalham são perseguidos por chefias incompetentes feridas em sua vaidade. As relações de trabalho são precárias e pior do que a do patronato.

Sou filiado ao PT desde sua fundação, não tenho vergonha disto nem receio de admiti-lo.  Sofri muitas represálias e perseguições, fui processado, ameaçado, agredido, mas suportei porque acreditava em um projeto político, hoje vejo um partido que ajudei a formar e pessoas que carregamos nas costas, movidas pela simples vaidade. Pessoas aboletadas o poder como galinhas chocas no ninho. Um líder isolado da realidade por um grupo de puxa-sacos que só fazem as suas vontades e desejos. Isto para mim está longe do socialismo.

Nacionalmente ainda tenho esperanças no partido, localmente infelizmente será necessária uma derrota para expurgar os moedeiros falsos e oportunistas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dia de cão



Hoje (23/01/2012)  foi um dia de cão, descobri que artista não tem direito á restituição de imposto de renda, e que a Prefeitura de Mauá me considera incapaz de ser professor eventual porque sofro de pressão alta.

Cheguei a conclusão que devo morrer, uma vez que pressão alta não aposenta, mas se você tem pressão alta não pode trabalhar. Já passei dos quarenta idade maldita para ficar desempregado, ai fiz uma faculdade na meia idade e agora mais esta. 
IR:

Fiz uma pesquisa que me deixou mais revoltado ainda. Segundo a Receita Federal, baseado na legislação pertinente, Um prêmio literário está na mesma condição de uma loteria ou coisa parecida. O artista não recebeu o prêmio por sua capacidade, mas sim por sorte, devendo portanto ser tributado e sem direito à restituição.

Não é ganho de trabalho, é sorte segundo a Lei.

Somos prostitutas sortudas e o governo é nosso proxeneta.

LEI FEDERAL Nº 8.981, DE 20 DE JANEIRO DE 1995.
Art. 63. Os prêmios distribuídos sob a forma de bens e serviços, através de concursos e sorteios de qualquer espécie, estão sujeitos à incidência do imposto, à alíquota de vinte por cento, exclusivamente na fonte. (Redação dada pela Lei nº 9.065, de 1995)

§ 3º O disposto neste artigo não se aplica aos prêmios em dinheiro, que continuam sujeitos à tributação na forma do art. 14 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964. (Ai a tungada é de 30%)


Notem, concursos e sorteios de qualquer espécie, não adianta estrebuchar. o que mais dói é que é uma lei pós constituição de 1988, baseada em uma lei de 1964, este ano não lembra nada a ninguém. Existe todo um emaranhado legal, que justifica as alíquotas, mas nada que justifique porque a Arte e a Cultura tem este tratamento tão injusto.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O quê é impossível de vender ou alugar?



https://docs.google.com/spreadsheet/embeddedform?formkey=dEdpc0JGeUNlOXM3eUJnNGNwMHgyUWc6MQ
docs.google.com



Vivemos em uma sociedade que tem um viés utilitarista, portanto coisas impossíveis de vender ou alugar são as inutilidades. São muitas, podemos enumerar algumas.

Um por de Sol é inútil, embora seja uma experiência estética muito agradável, não é possível engarrafá-lo, embrulhá-lo, colocar uma etiqueta. Tenho insistentemente fotografado pores de Sol, mas nenhuma foto me recobra a experiência estética vivida.

O espírito ou a experiência mística de cada indivíduo, embora tenha sido usada para escravizar povos e instituir guerras santas. O caráter pessoal de cada experiência não é transferível, o contato com o sagrado (Ou sua ausência.)  é único em cada indivíduo.

A dignidade é impossível de vender ou alugar, pois uma vez que o indivíduo se põe disposto a empenhá-la, já não a tem mais.

O sentido da liberdade, nenhuma escravidão se prova eficiente ao longo do tempo, é possível escravizar o corpo e a mente das pessoas, mas não suas almas, com o tempo ou  gerações se rebelarão, o Império Romano ruiu por sua economia estar baseada no trabalho escravo. O feudalismo durou muito tempo, mas acabou pelo cansaço e ineficiência. Estamos vendo os primeiros sinais da decadência do capitalismo.  

A poesia, a poesia talvez seja a última das grande inutilidades, não é possível lhe por um preço de face, o que a salva do mundo mercantilista e utilitarista. O que nos salva por possibilitar ainda o exercício de ser humano.