terça-feira, 22 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Louco, eu ...
http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/05/a-ala-dos-escritores/
A ala dos escritores
8 maio 2012, 12:03 pm
“Hoje cedo tirei uma vírgula. À tarde, coloquei-a de volta.”
(Oscar Wilde)
Em 1994, o psiquiatra Felix Post publicou um artigo no British Journal of Psychiatry chamado “Creativity and psychopathology: A study of 291 world-famous men” [Criatividade e psicopatologia: Um estudo de 291 personalidades]. Analisando a biografia de grandes cientistas, filósofos, estadistas, pintores e músicos, buscou determinar a prevalência de distúrbios mentais nesses indivíduos, que supostamente aliariam genialidade e loucura. Ao contrário do esperado, eles até que eram normais.(Oscar Wilde)
Um terço dos cientistas não apresentava nenhum indício psicopatológico relevante, enquanto políticos e compositores tinham coeficientes de loucura igualmente baixíssimos. Um único grupo se destacava: o dos escritores. Espantosos 88% possuíam traços de psicopatologia acentuada ou severa, e 72% sofriam de depressão profunda. Em relação à população geral, os índices eram também elevados.
A ligação entre os escritores e o destempero foi estabelecida em inúmeros estudos, como o de Nancy Andreasen (1987), segundo o qual escritores têm o triplo de probabilidade de desenvolver transtornos de humor e quatro vezes mais chances de se tornar alcoólatras, e Kay Jameson (1989), que registrou taxas de suicídio seis vezes maiores na categoria. O próprio Felix Post deu prosseguimento à sua investigação e concluiu que poetas são escandalosamente mais propensos ao transtorno bipolar — por outro lado, são mais sociáveis e menos introspectivos que seus colegas romancistas e dramaturgos. Estes, sim, têm avassaladora tendência à depressão grave, ao vício e à disfunção afetiva.
Segundo o estudo, 56% dos escritores tiveram uma infância infeliz e 26% sofreram de tuberculose. O histórico familiar de afecções psiquiátricas também era anormalmente elevado. A expectativa de vida foi de 65 anos, sete a menos do que os cientistas e políticos, mas três a mais do que os compositores. Dos cinquenta escribas analisados, apenas Guy de Maupassant foi considerado normal. Entre os mais transtornados, destacaram-se Hemingway, Joyce, Fitzgerald e Tolstói, que encontraram páreo apenas em artistas como Picasso e Van Gogh. Representados por monstros sagrados da política como Gandhi, Lênin e Bismarck, os estadistas ganharam na categoria “ansiedade”, mas na depressão severa os escritores novamente deram um banho.
Em quase todas as áreas, os cientistas são os mais estáveis — sobretudo nos relacionamentos conjugais. Há poucos inegavelmente malucos como Mendel e Bohr. Quando o assunto é dependência de drogas e alcoolismo, os escritores mais uma vez levantam o caneco — com o perdão do trocadilho.
Os números são mais ou menos díspares; a validade das pesquisas, relativa. Ainda assim, a premissa faz sentido — supõe-se que o centro da questão esteja no processo da escrita, naturalmente introspectivo e angustiante, e no aprofundamento exaustivo de situações e personagens. Nas palavras de Ernest Hemingway, o bom escritor é basicamente solitário e precisa encarar a eternidade (ou a falta dela) dia após dia, o que só alimenta a angústia.
A outra hipótese é inversa: os deprimidos é que optariam pela carreira de escritores, por vocação e temperamento. “Todos os escritores são vaidosos, egoístas e preguiçosos, e no fundo de seus motivos há um mistério”, define George Orwell. “Escrever um livro é uma batalha longa e exaustiva, como lutar contra uma doença grave. Só se empreende uma tarefa dessas movido por algum demônio que não se pode vencer ou compreender.”
Em todo caso, é como ter caligrafia ruim e prestar vestibular para medicina — se você já tem uma porção de esquisitices, o melhor a fazer é tirar proveito delas. Do que se conclui que não é preciso ter problemas psiquiátricos para ser um bom escritor — mas ajuda.
* * * * *
Vanessa Barbara tem 29 anos, é jornalista e escritora. Publicou O livro amarelo do terminal (Cosac Naify, 2008, Prêmio Jabuti de Reportagem), O verão do Chibo (Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia) e o infantil Endrigo, o escavador de umbigo (Ed. 34, 2011). É tradutora e preparadora da Companhia das Letras, cronista da Folha de S.Paulo e colaboradora da revista piauí. Ela contribui para o blog com uma coluna mensal.quinta-feira, 26 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O segredo é negociar burros... (recebi por e-mail)
Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada.
O homem comprou centenas de burros a R$10,00 e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.
Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca.
A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los.
O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! E como iria à cidade grande, deixou seu Assistente cuidando da compra dos burros.
Na ausência do homem, o assistente então propôs aos aldeões:
O homem comprou centenas de burros a R$10,00 e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.
Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca.
A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los.
O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! E como iria à cidade grande, deixou seu Assistente cuidando da compra dos burros.
Na ausência do homem, o assistente então propôs aos aldeões:
- Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada! E quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada!
Os aldeões ficaram felizes com tal possibilidade e pegaram todas as suas economias e compraram todos os burros do Assistente.
Os dias se passaram. E eles nunca mais viram nem o homem nem o seu Assistente. Somente burros por todos os lados...
(Vide abaixo)
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Entenderam agora "como funciona" o mercado de ações?!?
terça-feira, 17 de abril de 2012
O Brasil não é regido pela Bíblia!
"É importante que as autoridades do governo tentem colocar em perspectiva a ação política de grupos religiosos no Brasil. O Estado brasileiro é laico e deve comportar-se como tal. Em mais de uma instância, minorias sociais têm visto seus direitos individuais virarem moeda de troca. Tolerar a intolerância pode render votos, mas não é uma forma justa de governar."
ALEXANDRE VIDAL PORTO - advogado
ALEXANDRE VIDAL PORTO - advogado
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sobre iletrados e preconceito.
Dois acontecimentos recentes me fizeram fazer um reflexão a respeito de um tipo de patrulhamento que acontece nas redes sociais, surgiram agora os politicamente ortográficos, gramáticos de casaca (e chatos de galocha), pessoas tendo um ataque apoplético, quando veem a palavra nu acentuada. Um camarada se deu ao trabalho, de fazer um comentário em meu blogue chamando as pessoas que fizeram um cartaz de “iletradas” porque nu estava acentuado com o acento agudo, (nú), ora além da má educação e da grosseria, quanta importância assim tem um vestígio de usos da língua anteriores ao acordo ortográfico. Nestas horas sinto a falta do acento agudo em outro monossílabo terminado em u.
Noutra feita, um sujeito fez um escândalo de bode, por conta do posicionamento de um pronome, como se quem fez o quadro divulgado no Facebook, tivesse chutado uma vaca em Dheli, venhamos e convenhamos, vacas sagradas e certezas absolutas já perderam á muito tempo o caráter de coisa santa e sacramentada.
Pois gostaria de colocar meu manifesto repúdio a estas pessoas e principalmente às suas atitudes, não que não creia que os erros não devam ser apontados, normal, desde feito com educação e urbanidade, com o intuito de acrescentar, e não chamar a atenção sobre si; o que irrita é a profunda grosseria com que estes tem se manifestado, passando por cima dos conceitos apresentados e brochando discussões bacanas em torno do assunto, como se um acento agudo fosse mais importante do que discutir a ação de censura nos multimeios, como se a ameaça real de um controle da Internet fosse menos importante que o uso adequado da língua, com em um dos exemplos.
O pior de tudo, é quando temos consciência das raízes deste purismo linguístico e gramatical, de acordo com o professor Marcos Bagno, preconceito, com o qual concordo perfeitamente. É uma visão elitista, de pessoas que não se conformam em ter de ocupar o mesmo espaço com os “incultos”, vestígios de uma sociedade de raiz escravista, dividir pessoas pelo seu conhecimento formal, e principalmente pela forma como usa a língua, é também ambicionar a existência de castas. Inculto no Brasil, muitas vezes significa, pobre, negro, subalterno, inferior.
Fui abençoado com um grave déficit de atenção, ou TDA clinicamente, o que praticamente me impede de observar pequenos detalhes, que quase sempre passam em branco, acabo sempre me concentrando no todo. Tenho problemas com dislexia e disgrafia, muito do que escrevo, tem de ser revisado, uma vez que mudanças das palavras em sua ordem nas frases são muito comuns. Pelo certo não deveria ter aprendido a ler, minha sagrada experiência com o mundo, nem de escrever poesia, que cada dia percebo não ter sido uma escolha, no entanto faço. Além do que, como escolhi o caminho da poesia, descobri assim como o Manoel de Barros bem antes de mim, que a poesia anda pelos descaminhos, pelas impropriedades, ao sabor do acaso, graça nas imperfeições, aos escritores é dado a liberdade e a obrigação de romper com os tratados, com os ritos sumários, com o decoro das regras, desaprender a língua, moldá-la nos desvios e nos acasos.
Os chatos que criem o chatoface, onde além de censurar os nus, poderão expurgar os erros de português e digitação, e que para entrar terá de passar por uma sabatina.
Aos puristas da língua, para não dizer outra coisa, falo, vão tratar suas neuroses, e deixem as pessoas que estão aqui no mundo para se divertir em paz.
terça-feira, 20 de março de 2012
Moedeiros falsos
Dilema eleitoral.
por Edson Bueno de Camargo, sexta, 16 de Março de 2012 às 14:22 ·
Pela primeira vez em minha vida não sei em quem votar e uma eleição municipal. Pela primeira vez não estou envolvido em uma campanha, não tenho uma relação pessoal e afetiva com um candidato. O PT ao menos em minha cidade, Mauá - SP, não representa uma esquerda real, não representa as minhas necessidades em relação a minha cidade. Não se distingue das outras candidaturas personalistas, populistas e casuístas. Acredito que vou seguir minhas raízes anarquistas e votar em branco ou no Psol, pela semelhança que esta partido tem do PT primitivo, que evoca meus sonhos de juventude.
Para presidente está fácil, a condução da Dilma não é a que eu queria, ou como diz a Nina Rizzi, "Dilma não é meu sonho, mas os demais são um pesadelo", e no leque de opções, é a menos pior, dentro de uma visão progressista, ela tem feito um bom trabalho.
No aspecto da Cultura todos os governos deixam a desejar, não tem quem se salve. A Cultura nunca é prioridade para os governos. Para mim existem questões sociais que não terão solução enquanto o sistema capitalista vigorar, não faço ideia de que poderá substituí-lo. Os governos são reféns, queiram ou não, das decisões dos conglomerados econômicos e financeiros.Hoje as ações de governos tendem a ser uniformes, e para mim o Brasil tem tido a independência possível das decisões.
O problema específico de Mauá, é que houve uma deformação do conceito de governo em função da manutenção do poder e de uma governabilidade débil. Virou um caldeirão de feijoada azeda, em que não consigo distinguir o que está bom e o que está podre. A Cultura é motivo de barganha política, não existem politicas culturais e tudo funciona ao sabor de relações interpessoais. As coisas acontecem aos sabor do acaso, os funcionários que trabalham são perseguidos por chefias incompetentes feridas em sua vaidade. As relações de trabalho são precárias e pior do que a do patronato.
Sou filiado ao PT desde sua fundação, não tenho vergonha disto nem receio de admiti-lo. Sofri muitas represálias e perseguições, fui processado, ameaçado, agredido, mas suportei porque acreditava em um projeto político, hoje vejo um partido que ajudei a formar e pessoas que carregamos nas costas, movidas pela simples vaidade. Pessoas aboletadas o poder como galinhas chocas no ninho. Um líder isolado da realidade por um grupo de puxa-sacos que só fazem as suas vontades e desejos. Isto para mim está longe do socialismo.
Nacionalmente ainda tenho esperanças no partido, localmente infelizmente será necessária uma derrota para expurgar os moedeiros falsos e oportunistas.
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